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domingo, 3 de julho de 2016

Amanhã

Amanhã
 
 
Não tenho medo de acordar e descobrir,
que tu partiste por achar tão absurdo,
esse amor que pulsa em nós e nos consome.
 
 
Irei seguir com esse amor a me exaurir,
levando, em mim, a tua imagem tão querida,
tatuada em minha derme, em minha alma.
 
 
Amar-te-ei no exílio da saudade.
 
 
E na jusante das auroras, madrugadas.
 
 
Edith Lobato - 08/07/13

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Feiticeiro


 
 Devagar foste chegando de soslaio,
Com teu charme e teu jeito tão carente,
Foi nascendo um encanto, uma quimera.
 
Na redoma do arroubo da paixão
De repente fui tragada em teu feitiço.
E tornei-me viciada em teus carinhos.
 
Hoje em meio ao silêncio da saudade,
 
Sou mendiga a procura de teus beijos.
 
(Edith Lobato – 03/07/13)
Arte gráfica do poema de: Safira Saldanha


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Vigília

Quem sabe, numa madrugada qualquer,
Quando deitares a cabeça em meu colo,
Eu cobrirei tua face com meus cabelos negros.
 
Sob o olhar das estrelas e os raios da lua,
Ao sabor da brisa noturna e o marulhar das águas,
Eu velarei teu sono e o teu despertar.
 
Serei um mago afagando teus cansaços,
 
Nas águas dos meus rios que correm céleres.
 
Edith Lobato – 22/06/13
Arte gráfica do poema de Safira Saldanha