Vulcânica saudade, alada
e entrelaçada,
No cais da solidão,
no cimo da alvorada.
A rutilar meu ser nos
trilhos da jornada,
Na ré de uma maré na
qual me vejo atada.
Cintila brilho e cor,
namora minha aurora,
Em cântico de amor,
que vibra, geme e chora;
Vontade que me invade
e em sonho me devora.
Na flor deste desejo
em cada chama alada,
A luz que me seduz,
suspensa em minha estrada.
O sabor do meu amor,
no eflúvio de um agora.
Edith Lobato –
17/03/14
Arte e formatação de Safira Saldanha



