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sábado, 10 de maio de 2014

Olhos


 
Olhando as nuvens do final de tarde,
O grito, de minha alma, silencioso,
Orbita, volitando, pelo ocaso.
Ociosa, deixo-me ficar na
Osmose da solidão.
Obesa, nessa espera adormeço em
Overdose de saudade.
 
(Edith Lobato – 05/07/13)
 
Arte de Safira Saldanha
 

Olhos


Ouço, nas paredes da solidão,
Os gemidos cortantes das
Onomatopeias da vida,
Oxidando minha sede de liberdade.
O teu ser na borda do meu ocaso,
Outorga-me a paz,
Oxigenando meus dias.
(Edith Lobato – 30/06/13)
 
Arte de Safira Saldanha 
 

Olhos


Ouve-me, oh Céus, meus alhures!
Obstrui essa dor que me faz miserável!
Oculta-me a face do escárnio do tempo,
Obstinado em ferir-me o cerne da alma.
Orgulho não tenho, ferida me encontro,
Olhando o vazio para além do horizonte.
Oh Céus! Piedade, piedade!
 
Edith Lobato
 
Arte de Safira Saldanha

Solidão


 
Serpenteia meu canto e usurpa meus sonhos!
Saboreia meu pranto num canto qualquer;
Sacoleja meu mar d’ante olhares bisonhos.
Salpicando desejos por quem não me quer.
Sussurros vadios, lancinantes navalhas,
Sabotam meu ser em minutos tristonhos,
Sob o céu escarlate e o canto das gralhas.
 
Edith Lobato
 
Arte de Safira Saldanha
 

Querências


Quando o galo cantar nas manhãs,
Quero ouvir o sussurro da voz;
Quebrando as correntes e os nos,
Qual força do vento colhendo as romãs.
Quem colher esse sonho nas mãos,
Queime os véus dessa dor tão atroz.
Quase insana de sins e de nãos!
 
Edith Lobato
 
Arte de Safira Saldanha